2 comentários:
De PortoMaravilha a 30 de Outubro de 2011 às 23:48
Olá,

Obrigado pelo texto.

Parece-me um pouco pateta, politicamente escrevendo, o texto de Fernandes.

Na maior parte das vezes a emigração não foi sinónimo de sucesso nem de enrequecimento pessoal.Mas sim de escravidão. Quando Blaise Cendrars traduz Ferreira de Castro é para denunciar isso mesmo. E muitas escolas Francesas chamam-se Blaise Cendrars.

O sucesso económico da e/imigração Portuguesa é alcançado em estados onde existia um estado social forte. E, sobretudo, em França.

Haverá que pensar que nunca Portugal exportou tanta gente para um mesmo destino como também nunca a França importou tanta gente dum mesmo ponto de partida, num lapso de tempo tão curto. Ler gente entre aspas porque não considero os humanos como mercadoria. Isto nos anos 50-60.

Mas foi essa mesma França que, graças ao seu Estado social, proporcionou um enorme crescimento da economia. Empresas vitais pertenciam ao Estado e os trabalhadores eram funcionários públicos. Essas mesmas empresas vitais faziam trabalhar imensas pme privadas. Daí o ditado: Quando Renault tosse (empresa nacionalizada) a França constipa-se.

No tempo do General De Gaulle, não só a nato fui expulsa como também foram contruídas uma escola por dia.

Com o turboliberalismo, vemos que uma das maiores empresas petroleiras do mundo, a Total, não paga impostos ao estado Francês. E o seu director-gestor também não...

O problema que se coloca é um problema de partilha como também de novas estratégias de funcionamento que dizem respeito a essa mesma partilha....

Ou então será a "Barbarie" à escala mundial...

Haveria mais a escrever,

Nuno


De Paulo Sousa a 17 de Dezembro de 2011 às 01:32
Olá Nuno,
Desculpe a demora na resposta.
O que relata aconteceu quando a Europa era o centro do mundo e tinha industria, coisas que já não se verificam actualmente. Os serviços e o know-how que ficaram têm valor acrescentado mas não são suficientes no natural braço de ferro com as potências emergentes, que não têm estado social, que produzem mais barato, não asseguram a qualidade de vida nem a velhice dos seus cidadãos. O velho mundo fecha as fábricas e compra tudo às novas economias. Esta será uma face da lei do mais forte, e a Europa enquanto elo mais fraco perde competitividade, importância e dessa forma capacidade de manter as regalias do passado.
Esta é a realidade há 10/15 anos e foi num claro processo de negação que várias economias europeias, onde a portuguesa merece especial destaque, alimentaram as regalias do passado à custa dos impostos do futuro. Os políticos que insistiram em negar a realidade, comportaram-se como uns tiranos das gerações futuras para manter as regalias do seu eleitorado.
A irresponsabilidade trouxe-nos a este ponto, mas estou certo que os causadores dos graves problemas actuais terão o seu lugar na memória futura, e que é entre os demais tiranos da história.
Abraço


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