Olá,
Obrigado pelo texto.
Parece-me um pouco pateta, politicamente escrevendo, o texto de Fernandes.
Na maior parte das vezes a emigração não foi sinónimo de sucesso nem de enrequecimento pessoal.Mas sim de escravidão. Quando Blaise Cendrars traduz Ferreira de Castro é para denunciar isso mesmo. E muitas escolas Francesas chamam-se Blaise Cendrars.
O sucesso económico da e/imigração Portuguesa é alcançado em estados onde existia um estado social forte. E, sobretudo, em França.
Haverá que pensar que nunca Portugal exportou tanta gente para um mesmo destino como também nunca a França importou tanta gente dum mesmo ponto de partida, num lapso de tempo tão curto. Ler gente entre aspas porque não considero os humanos como mercadoria. Isto nos anos 50-60.
Mas foi essa mesma França que, graças ao seu Estado social, proporcionou um enorme crescimento da economia. Empresas vitais pertenciam ao Estado e os trabalhadores eram funcionários públicos. Essas mesmas empresas vitais faziam trabalhar imensas pme privadas. Daí o ditado: Quando Renault tosse (empresa nacionalizada) a França constipa-se.
No tempo do General De Gaulle, não só a nato fui expulsa como também foram contruídas uma escola por dia.
Com o turboliberalismo, vemos que uma das maiores empresas petroleiras do mundo, a Total, não paga impostos ao estado Francês. E o seu director-gestor também não...
O problema que se coloca é um problema de partilha como também de novas estratégias de funcionamento que dizem respeito a essa mesma partilha....
Ou então será a "Barbarie" à escala mundial...
Haveria mais a escrever,
Nuno
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