12 comentários:
De PortoMaravilha a 8 de Setembro de 2010 às 14:30
Olá,

Desculpe a resposta tão tardia. Mas "la rentrée" tem-me roubado muito tempo.

No excelente tele-filme Francês, "Souza Mendes" , a dado momento o consul vira-se para o seu secretario e pergunta-lhe : "Tem a certeza que quer partilhar esta aventura comigo ? Sabe que vou contra a lei e as ordens ( de Salazar ) ! "

O secretário responde-lhe : " Excelência, pela primeira vez na minha vida tenho orgulho em ser Português ! "

Nuno


De Paulo Sousa a 8 de Setembro de 2010 às 22:31
Acho que Sousa Mendes é um herói ainda pouco conhecido pelos portugueses, mas comparar o holocausto ao caso dos ciganos em França (pelo que sei aceitaram dinheiro para não regressar a França, dizendo aos media que regressariam a breve prazo) é desconhecer o que foi o holocausto. Pelo que já li do Nuno sei que sabe o que foi o holocausto e por isso, permita-me a franqueza de lhe dizer que a comparação não é adequada.


De PortoMaravilha a 9 de Setembro de 2010 às 21:19
Olá !

Concordo consigo. A comparação não é adequada nem possível quanto ao Holocausto.

Não foi o meu intento.

Mas há que estar atento e, para isso, a memória deve permanecer. Tal como faltam ruas, em Portugal, com o nome Souza Mendes.

Os "roms" não foram enviados para campos da morte.

Nem a Bulgária nem a Roménia são, hoje em dia, os campos da morte.

Chocou-me isso sim a forma : Porquê separar as mães e os pais dos filhos ? Porquê estigmatizar uma comunidade publicamente ?

Qual o interesse político futuro ?

Uma coisa é certa : A denúncia desta forma de procedimento é, primeiramente, um acto de políticos de direita ( Gaulistas ). A esquerda tomará o comboio em andamento. Se é que os Gaulistas são de direita . Se calhar são pré-históricos !

Abraço,

Nuno




De Paulo Sousa a 10 de Setembro de 2010 às 01:08
Não sei responder às suas questões, que não serão mais que uma reflexão sobre o que poderá ter sido uma manobra política que não atingiu os fins previstos, mas todos os países soberanos têm a legitimidade de definir a sua política de recepção de estrangeiros. A Europa precisa de estrangeiros também para corrigir a sua reduzida natalidade, mas isso não é o mesmo que deixar que regras definidas para promover bem estar geral sejam pervertidas e utilizadas para usufruto individual.
Já aqui falamos da dignidade humana e estou em crer que esta só existirá para quem faz por merecer um tratamento digno e não para os que se recusam em entrarem no sistema. Posso estar enganado, mas isto é o que penso.
Um abraço


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